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Busque-me e prenda-me se for capaz!

Data: 28/03/2014

  Não é de hoje que se fala em apagão de talentos. Há mais de uma década o assunto vem sendo corriqueiramente pautado nas rodas de recursos humanos. Apesar de o alerta já ter sido emitido há um bom tempo, poucas estratégias efetivas foram apresentadas e o resultado claro disso foi à desaceleração dos negócios de empresas que sofrem desse mal.

  No mundo, a escassez de talentos afeta um em cada três negócios. Segundo pesquisa recente ManpowerGroup de Talentos 2013. O problema é mais acentuado no Japão e no Brasil estes dois países figuram no topo da lista pelo segundo ano consecutivo.

  Um das  causas identificadas no Brasil é a cultura da exaltação ao diploma universitário esvaziou as salas de aula dos cursos técnicos, causando dor de cabeça aos empresários que dependem de tecnólogos e de profissionais de ofício. 

  Tradicionalmente, a técnica do oficio era passada de pai para filho e, por conseguinte, para o neto. Mas hoje em dia os tempos são outros. Atualmente, os jovens miram em pulos maiores de carreira.

  Mas como evitar ou estancar o problema? O estudo aponta que as estratégias mais comuns focam a prática com pessoas (45%), tais como o fornecimento de melhores oportunidades de desenvolvimento, redefinição das descrições do cargo e o aumento de benefícios. Outra aposta é a implantação de diferentes modelos de trabalho (27%) tais como a oferta de contratos mais flexíveis ou a reestruturação dos procedimentos das tarefas. A busca de novas fontes para encontrar talentos aparece como terceira estratégia mais usada (24%), como contratação de trabalhadores mais velhos e jovens de olho em novos rumos para a carreira. 

  Entre os preocupados com a questão, 13% indicam que estão recrutando a partir de bancos de talentos até então inexplorados, 5% afirmam buscar candidatos fora da região de atuação da empresa e outros 4% miram as oportunidades em profissionais estrangeiros.
Investir em profissionais que possuem potencial para aprender e crescer é uma tática adotada por 7% dos entrevistados, enquanto 6% criam parcerias com instituições de ensino locais para elaborar uma grade curricular alinhada às competências necessárias para a empresa. Pacotes de benefícios mais vantajosos são oferecidos por 6% dos empregadores, enquanto 5% oferecem salários iniciais mais altos.

  Globalmente, as vagas mais difíceis de preencher em 2013 são aquelas relacionadas à profissão de ofício. As vagas em segundo, terceiro e quarto lugares são, respectivamente, engenheiros, representantes de vendas e técnicos. Funcionários de contabilidade e de finanças ficaram no quinto lugar, enquanto gestores/executivos se posicionam em sexto; logo atrás estão os profissionais de TI, na sétima posição, seguidos dos motoristas. As secretárias/assistentes administrativos/pessoal de apoio do escritório ficaram em nono, enquanto operários completaram a lista.


Fonte: Revista Melhor Gestão de Pessoas
Aline Tais Royer Pivetta
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